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Capítulo 1
Frog Head Key – Uma aventura de Mergulho

Escrita por Eric Doulgas

‘Aquilo é uma tempestade estranha’, disse Tim Barker para seu amigo enquanto navegavam nas águas ao largo das Florida Keys.

“Eu passei toda a minha vida aqui e nunca tinha visto nada semelhante”, Steve Frame concordou. “Ela vinha numa direção incomum”

Os dois homens estavam procurando por pequenas ilhas desabitadas que existem naquelas águas, proximas às Florida Keys. Tipicamente, elas são cobertas por mangues e na sua maioria jamais foi habitada por humanos. Elas são esporádicamente usadas por campistas selvagens e pescadores que querem distancia de multidoes. Ou por adolescentes em busca de emoções num fim de semana.

A tempestade estava se armando rapidamente quando tudo aconteceu. Faltava muito para a meia-noite, mas eles sabiam que se houvesse alguém nas ilhas, essas pessoas estariam com problemas. Eles não poderiam esperar até o dia seguinte. Como membros auxiliares da Guarda Costeira, eles queriam se assegurar de não deixar ninguém sem sua ajuda.

“Que diabos são aquilo?” Baker perguntou enquando guiava o barco lentamente em torno de uma ilha chamada Frog Head Key. O pequeno calombo irregular pouco acima da água era coberto com densa vegetação tipica de mangue, com aves marinhas empoleiradas nos seus arbustos e praticamente sem nenhuma clareira. Exceto agora. Através dos arbustos, ambos podiam ver ‘algo’. Eles apenas não conseguiam entender o que era. Provavelmente, eles não teriam visto aquilo se não houvesse uma luz brilhante entre as árvores e eles pudessem ver seus reflexos. Com a luz do dia, isso não eles nunca teriam percebido algo estranho.

“Não tenho a menor idéia”, concordou Frame enquanto tentava iluminar a ilha. “Parece que alguém está construindo alguma coisa. Mas, não deveria ter nada aqui. Essas ilhas estão na área protegida de um parque nacional. Ninguém pode construir nada aqui.”

“Eu sei, eu sai. Vamos chegar mais perto e dar uma olhada,” sugeriu Baker.

A última coisa que os dois homens puderam ver com o canto dos olhos foi um clarão intenso. A luz forte e o som estridente fizeram virar suas cabeças e apenas puderam ver um míssel atingindo os motores de popa. A explosão matou ambos instantaneamente, mesmo antes do combustível se incendiar. O barco foi destruido e afundou em poucos segundos. Tudo que sobrou na superficie foram pequenos destroços e uma fina camada de óleo. Tanto os destroços quanto o óleo foram levados pelas correntes que se seguiram à tempestade.

*****

“Essa àrea esta uma bagunça” resmungou Snake para os outros dois homens que o acompanhavam. “Perdemos uma semana de trabalho.”

“Nao sobrou nada do que fizemos. Apenas perdemos nosso tempo” Tommy comentou com Billy. Ambos estavam com receio da reação de Snake, mas estavam ganhando uma boa grana e por isso não se queixavam. “Ainda vamos poder cumprir nosso prazo para entrega.”

“Ainda nesta semana, não na próxima. Vamos ter que trabalhar para ganhar tempo” disse Snake. “”Vamos começar a bombear. Parece que as ondas vao cobrir a ilha. Vamos precisar tirar toda a agua, antes de começar a fazer qualquer coisa.”

Eles comecaram a drenar o poço de calcario inundado pela água. Os antigos colonizadores retiravam o calcário para construir o abrigo e o farol. Eles não contavam com os mosquitos e com a falta de água doce. A colonia teve vida curta. Logo o mangue tinha tomado conta e a ilha estava silenciosa novamente. A pedreira abandonada no centro da ilha se tornou um excelente lugar para os planos daqueles homens. Eles queriam privacidade e ficar longe dos olhares curiosos. Trabalhar na ilha oferecia as condições de esconderijo que eles não encontrariam em nenhum outro lugar e ainda estavam perto de casa para fazer as suas entregas.

“Jogue a água bombeada no fundo do mar. Eu nao quero que esse material apareça na praia,” ordenou Snake. “Ao trabalho. Não vamos parar até terminarmos de bombear toda essa água e podermos voltar a trabalhar normalmente.”

*****

A tempestade não havia causado nenhum dano a sua operadora de mergulho, mas Jackson Pauley havia chegado cedo, mais cedo que o habitual e estava verificando tudo antes de abrir a operadora. Os dois verdadeiros donos moravam nas proximidades mas, não apareciam com muita frequencia. Eles permitiam que Jackson cuidasse dos negócios da sua maneira. Ele fazia os depósitos e isso era o que importava.

O que preocupava Jackson eram as saídas de barco agendadas para aquela manhã. Ele estava devolvendo os pagamentos e não queria criar desapontamentos para seus clientes.

Assim que o sol nasceu, Jackson enviou seus dois comandantes para avaliar a situação dos pontos de mergulho. Ele queria ter uma idéia do que a tempestade havia feito com a visibilidade e como estavam as outras condições dos locais. Ele nunca confiava nas previsoes do tempo. Ele precisava decidir rapidamente se seus barcos sairiam ou se precisaria alterar os pontos de mergulho previstos.

“Que vocês viram, Bo?” Jackson perguntou enquanto puxava o barco de mergulho para o berço da carreta.

“Não estava muito ruim. A maior parte dos pontos que olhei pareciam estar em boas condições. A visibilidade parecia estar boa. O vento estava diminuindo e as ondas não eram muito grandes. 30 a 60 centímetros na maior parte dos lugares.” Relatou Bo Reed. “Devemos evitar “O Tubo” mas existem pelo menos dois recifes protegidos que estão em condições melhores. Parece estar tudo bem.”

“Parece tudo bem. Vamos em frente e alterar nossa programação,” disse Jackson, enquanto começava a caminhar para a operadora e receber os clientes que estavam chegando.

“Hei Jackson, espere um pouco.”

“Que foi, Bo?”

“Eu notei algo estranho próximo a Frog Head Key,” comentou Bo. “ Havia algo como uma nuvém imensa na agua. Parecia como uma proliferação de algas ou algo assim mas, eu não consegui ter certeza.”

“Bastante estranho isso,” disse Jackson. “As correntes são fortes naquela área. Dificil acumular algas.”

“Eu sei. Parece que a tempestade mexeu com as correntes naquela area. Na superficie, a agua estava correndo na direção oposta da predominante. Não tive tempo para verificar com detalhes mas, parecia que estava vindo diretamente da ilha.”

“OK. Mude o seu rumo e fique longe dessa área. Vamos até lá hoje a tarde ver o que está acontecendo.” Decidiu Jackson. “Depois informamos o pessoal da Guarda Costeira para saber o que devemos fazer.”

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