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Capítulo 4
Frog Head Key – Um aventura de mergulho

Após deixar o Daydreamer fundeado e guardado todo o equipamento, os tres mergulhadores mais jovens foram para o outro canto da marina, para o Duffy’s, o bar/restaurante de Withrow Key. Jackson disse a eles que tinha algumas coisas para fazer e que eles se encontrariam no dia seguinte.

“Vocês estão pensando em ir dar uma olhada naquilo?” perguntou Kia, a primeira a tocar no assunto desde que chegaram à marina.

“Deveriamos ir dar uma olhada,” disse Jake. “Que tal esta noite?”

“Não, Jackson disse para não irmos. Não podemos ir,” Kia afirmou.

“Você está nessa, Bo? Vamos dar uma olhada e descobrir o que está acontecendo”, desafiou Jake. “Ou você também está com medo?”

“Hey. Espere aí. Eu nunca disse que estava com medo.” Kia protestou.

“Jackson apenas disse para não irmos lá. Ele está ficando velho,” disse Jake, deixando que a cerveja aumentasse ainda mais sua personalidade arrogante. “Eu digo que devemos ir até lá e descobrir o que está acontecendo. Seja lá o que aqueles caras estão fazendo, isto está afetando o nosso pedaço.”

“Eu não sei não, cara. Você acha mesmo que devemos ir até lá?” Perguntou Bo, enxugando o suor em sua testa com seu boné.

“Que foi? Vocês são umas ‘frangas’?” Desafiou Jake.

“Hei, Jake. Para com isso. Não está certo. Bo não precisa a nenhum lugar que ele não queira ir,” argumentou Kia.

“E aí? A Kia que manda em você agora?” perguntou Jake. “Ela que toma as suas decisões?”

“Tá legal,” disse Bo. “Vamos lá dar uma olhada. Provavelmente não tem nada para ver.”

“Termine sua cerveja. Vamos embora. Vamos mostrar para o Jackson quem manda aqui.” Disse Jake se levantando.

“Eu não vou com vocês,” disse Kia.

“Engraçado, eu não me lembro de pedir para você ir,” disse Jake se virando e indo embora.

Bo fez uma expressão de pedido de desculpas a medida que se levantava e ia embora, puxado pelos planos de Jake.

*****

Pegue isso, arrume e vamos embora. Vamos precisar dessa operação de volta logo,” gritou Snake, suando abundantemente. “Vamos deixar essa coisa preparada e funcionando. Devemos ser capazes de começar a operar nas próximas duas semanas.”

“Você é quem manda,” concordou Billy. “Eu não sei como isso funciona, eu apenas quero ver isso funcionando.”

“Tenha isso na sua cabeça,” disse Snake. “Vamos fazer um bom trabalho juntos.”

“Ei pessoal, tem um barco indo na direção de vocês,” interrompeu a voz de Tommy no walkie-talkie. Ele estava no alto de uma árvore situada no meio da ilha, vigiando a área com binóculos com visão noturna. Eles estavam fazendo o máximo para não denunciar a sua presença, embora a vegetação espessa da ilha ocultasse a maior parte da iluminação usada.

“Que você está vendo?” perguntou Snake em voz baixa.

“Parece ser dois caras num barco pequeno.”

“Provavelmente dois caras pescando. Você tem certeza que estão vindo para cá?”

“Positivo,” disse Tommy. “Eles diminuiram a velocidade e estão circulando a ilha, mas parece que eles acabaram de descobrir o canal pelo mangue. Eu tenho certeza que eles viram nossos barcos também.”

“OK. Venha para cá o mais rápido possível mas, não deixe que eles vejam você,” disse Snake.

“Que vamos fazer?” perguntou Billy.

“Já perdemos muito tempo,” disse Snake. “Vamos ter que dar um jeito nos dois.”

“Podiamos falar para eles irem embora e depois explodir o barco deles como fizemos com os outros dois,” disse Billy.

“Desta vez, não. Vamos fazer as coisas diferente dessa vez,” disse Snake.

Se movendo a noite, Jake e Bo encontraram um ilhote ao lado de Frog Head Key e lentamente entraram com seu barco no pequeno canal. Então perceberam que tinha mais coisas que eles tinham imaginado. Escondido pela vegetação espessa e pelas arvores eles viram uma casa-barco com uma tomada de água e dois barcos presos nas suas laterais. Eles rapidamente lançaram um cabo e prenderam numa arvore no mangue e começaram a olhar em volta.

“Parece que tem uma entrada ali” sussurou Bo. “O que estamos procurando exatamente?”

“Eu não sei, mas tem alguma coisa acontecendo ali. Alguma coisa está bombeando a água suja para longe da ilha. Não vejo geradores ou bombas que possam fazer isso. Eu apenas gostaria de saber porque alguém estaria gastando seu tempo fazendo isso, bem aqui nessa ilha no meio do nada. Fique quieto e aponte sua lanterna para o chão. Não parece ter ninguém aqui fora mas eles podem estar dormindo ou fazendo alguma outra coisa.”

“Ei, eu não tinha pensado nisso. E se encontrarmos alguém. Que vamos fazer?” perguntou Bo.

“É uma boa pergunta, garotos. Que vocês iriam fazer?” Snake perguntou escondido pela escuridão. “Porque vocês vão encontrar com alguém e alguém que não está nada contente.”

“Merda, Jake. Corra!” disse Bo a medida que disparava de volta pela trilha. Ele correu diretamente para o bastão de ‘baseball’ nas mão de Tommy. Correndo naquela direção, a batida do bastão quase arranca a sua cabeça e Bo caiu fora da trilha, inconsciente.

Jake teve ainda menos sorte. Ele tentou lutar com Snake e Billy saiu da escuridão para agarrá-lo.

“Que vocês estão fazendo? Quem são vocês,” gritou Jake a medida que era contido por Billy. Snake atingiu seus rins com dois socos fortes. Jake tentou girar e se proteger de Snake quando Billy chutou sua perna.

Jake caiu sobre um dos joelhos. Ele era forte mas, não o suficiente para lutar com dois homens. Ficando de pé, ele tentou corer. Quando Snake acertou ele, ele derrubou sua lanterna e agora ele corria pela trilha apenas iluminada pela luz da lua. Ele não sabia para onde estava indo. Ele apenas queria fugir.

Jake podia ouvir os dois homens correndo atrás dele, gritando para que ele parasse. Ele olhava rapidamente por cima dos ombros e corria sem parar no meio da vegetação. Ele rasgou seus shorts e arranhou suas pernas quando caiu.

“Aaaaaahhh,” Jake gritou. “Droga” Quem são esses caras?” Ele voltou a correr novamente, procurando se esquecer da dor dos chutes e da queda.

Jake percebeu que ele estava indo na direção de uma descida a medida que corria pela trilha. Ele pode ver um grande buraco na sua frente. Haviam luzes iluminando a abertura no chão e ele pode ver dois grandes cilindros metálicos na sua frente, com pelo menos uns 5 metros de altura, fogo aceso na sua base e uma série de tubos saindo nas laterais.

E então os três homens o alcançaram. Tommy foi o primeiro a atingi-lo nas costas com uma manicaca. Quando atingiu o chão, Jake tentou rolar e lutar mas, Snake e Billy apareceram. Eles chutaram e bateram até que ele perdeu a consciencia.

“Peguem ele e tragam para junto do outro,” ordenou Snake, a medida que tentava controlar sua respiração ofegante.

“Que vamos fazer com os dois?” perguntou Tommy.

“Vamos fazer parecer que eles foram atacados, roubados e mortos. Mas não aqui. Eu não quero ninguém procurando pelos dois por aqui,” disse Snake. Envolva os dois com essa lona plastica e amarre bem apertado. Vamos levá-los de volta para o continente e jogá-los em alguma estrada. Precisamos trabalhar um pouco mais e depois cuidamos dos dois.”

“Mas, Snake, eu não sou tão frio assim. Eu não sei se consigo fazer isso,” disse Tommy, o mais jovem dos homens.

“Você vai fazer isso ou vai ficar junto com eles. Essas são suas opções. Vamos levar o barco deles conosco e depois abandoná-lo. Veja se voce encontra alguma coisa que diga de onde eles vieram,” disse Snake. “Vamos fazer parecer que eles foram atacados na marina e que os ladrões queriam roubar o barco. Agora, vamos trabalhar!”

Billy e Tommy fizeram conforme ordenado e envolveram os mergulhadores com a lona plástica. Toda vez que Jake ou Bo reclamavam ou tentavam se defender, eles eram atingidos covardemente por socos ou golpes com o bastão de baseball.

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