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Natureza se move com majestade no berçário das baleias em Santa Catarina


Com movimentos suaves no mar, as visitantes mais esperadas do inverno começaram a chegar majestosamente ao litoral sul do Brasil. São as baleias franca.

Todo inverno as baleias franca deixam para trás as águas geladas do Pólo Sul, onde se alimentam, e migram para o litoral de Santa Catarina. Uma réplica de tamanho natural de um filhote de baleia franca mostra que o animal já nasce com cinco metros de comprimento e quatro toneladas de peso.

Quando vem ao mundo, a baleia já tem na cabeça um tipo de calosidade, que vai acompanhá-los pelo resto da vida. E é esta característica única da espécie que tem ajudado os pesquisadores.

Em sobrevôos, eles fotografam as baleias. A calosidade na cabeça é como uma impressão digital. Cada animal pode ser identificado. Hoje os cientistas podem até dizer a população brasileira de francas. São cerca de 500 baleias.

A presença delas já virou até atração turística. O espetáculo é de graça e pode ser visto de perto, já que nenhuma baleia se aproxima tanto da costa como a franca.

"É muito emocionante", comentou Audrey Corrêa, bióloga do projeto Baleia Franca.

No passado, este comportamento fez da espécie a primeira vítima dos arpões. Quatro séculos de caça sem trégua reduziram a população de cem mil para oito mil baleias.

Hoje a caça é proibida, e o Brasil tenta a criação do santuário de baleias do Atlântico Sul, uma imensa área de mar entre a América do Sul e a África, que protegeriam o ciclo de vida da Franca e também das outras baleias, como a jubarte, a cachalote e a baleia azul.

"O desejo de países conservacionistas como o Brasil, Argentina e África do Sul de criar um santuário tem sido bloqueado por países baleeiros como o Japão, que querem garantir a possibilidade de voltar a caçar em águas internacionais", afirmou Karina Groch, bióloga do projeto Baleia Franca.

Em nossas águas, pelo menos, as baleias franca encontraram um lugar seguro.

"A boa notícia é que a população brasileira tem crescido a uma taxa de 14% ao ano, que é um crescimento lento, mas seguro, o que nos aponta um futuro para a conservação da espécie", disse Audrey Corrêa, bióloga do projeto Baleia Franca.

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