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Que bicho é esse?

 

Camarão Arlequim

Camarão Arlequim
(Hymenocerapicta)

É um animal originário dos oceanos Iacute;ndico e Pacífico. Pertence a Classe Crustacea, da qual fazem parte outros camarões, caranguejos, siris, lagostas e cracas. Assim como os demais crustáceos, faz parte do Filo Artrophoda, caracterizados por patas articuladas e exoesqueleto de quitina.

É um animal bentônico, vive preferencialmente sobre recifes coralíneos e fundos rochosos. Os olhos encontram-se dispostos em um curto pedúnculo e permitem a visão em um ângulo de 360 graus.

As antenas são alargadas e são utilizadas para detectar e localizar as presas. Atinge cerca de 6cm de comprimento. É carnívoro, alimenta-se preferencialmente de estrelas-do-mar do gênero Linckia;suas quelas (ou pinças) apresentam forma achatada e são importantíssimas para sua alimentação.

O Camarão Arlequim é monogâmico e forma um casal para a vida toda;em seu habitat natural é encontrado aos pares.

Colaboração:Simone Colturato


Tubarão Azul

Tubarão Azul
(Prionace glauca)

O tubarão-azul, tintureira ou guelha (Prionace glauca) é um animal pelágico, do Filo Chordata, SubFiloVertebrata, Classe Chondrichthyes, Subclasse Elasmobranchii, Ordem Carcharhiniformes e FamiliaCarcharhinidae, que pode ser encontrado em águas temperadas e tropicais.

O tamanho deste tubarão pode chegar a 4m e 240kg, mas normalmente não passa dos 2,5m e 70kg. Possui corpo esguio, focinho longo e pontudo. Seus dentes são triangulares, pontudos, serrilhados e curvados na mandibula superior, em várias fieiras. Possuem coloraçãoazul-escuro no dorso, azul mais claro nos flancos e branco nos ventres. As pontas das nadadeiras costumam ser mais escuras. Possuem longas nadadeiras peitorais.

Esse tubarão tem o hábito de se alimentar com pequenos peixes, lulas, pequenoscações, caranguejos, aves marinhas e crustáceos.

As fêmeas destes tubarões são vivíparas, com gestação que dura 1 ano. Chegam a gerar de 4 a 135 filhotes. Atingem a idade madura com 5 anos de idade.

Colaboração:Simone Colturato


Estrela-do-mar

Estrela-do-mar

A estrela-do-mar pertence ao filo Echinodermata que, literalmente, significa "pele de espinhos". Integrante da classe Asteroidea, pode-se dizer que é parente próxima dos ouriços, da classe Echinoidea.

São animais bentônicos, isto é, ocupam substratos, e possuem um alto poder de regeneração, ou seja, cada partição pode gerar uma nova estrela-do-mar.

Alimentam-se principalmente de crustáceos, moluscos e vermes. São conhecidas cerca de 2.000 espécies, porém algumas encontram-se em extinção, devido a sua comercialização como adorno ou ainda poluição de seu habitat.

Em contrapartida, em alguns lugares (principalmente onde há ostricultura) são consideradas "prejudiciais" por causa de seu apetite voraz por ostras e mexilhões. Exemplos de espécies comuns no litoral brasileiro são a Oreaster reticulatus e a Echinaster sepositus, popularmente conhecidas como estrela-do-mar-almofada e estrela-do-mar-vermelha. Infelizmente, no Brasil, não há terminologia popular para a grande maioria das espécies.

Apenas se sabe que nossas principais famílias são Luidiidae, Astropectinidae, Oreasteridae e Linckiidae. Entrentanto, todas são tratadas simplesmente como "estrela-do-mar", sem diferenciações.

Colaboração:Raquel Noguti


Pingüim Imperador

Pingüim Imperador
(Aptenodytes forsteri)

Os pingüins são aves pertencentes à ordem Sphenisciformes e, geralmente, habitam locais de baixa temperatura, como a Antárctida. Entretanto, algumas espécies também podem ser encontradas em zonas tropicais, como as Ilhas Galápagos.

Esses animais não voam, mas a estrutura de suas asas permite que sejam utilizadas como barbatanas, garantindo uma excelente mobilidade e agilidade na água. Possuem corpo fusiforme, ventre branco e dorso escuro, características de animais pelágicos.

Uma espécie bastante conhecida, devido ao documentário "A Marcha dos Pingüins" e à animação musical "Happy Feet", é a Aptenodytes forsteri, popularmente denominada "Pingüim Imperador". Normalmente esta espécie é monogâmica, sendo o macho responsável pela incubação do ovo (no inverno), com duração aproximada de 2 meses.

O Pingüim Imperador possui uma faixa alaranjada bem característica da espécie em torno do pescoço e das orelhas, e pode atingir até 1,20 m e 40 kg. A maioria dos filhotes nasce com uma macia penugem acinzentada opaca para protegê-los do frio, cabeça preta e máscara branca.

Com o passar do tempo, as plumas são substituídas por penas de coloração escura (preta-cinza-azulada). Outra característica interessante desta espécie é a técnica de vocalização utilizada para localizar parceiros e crias. O Pingüim Imperador é um excelente nadador, podendo chegar a 60 m de profundidade e é capaz de resistir até 15 minutos debaixo da água. Geralmente alimentam-se de peixes, lulas e krill e seus principais predadores são orcas, tubarões e focas-leopardo.

Colaboração:Raquel Noguti


Verme Tubular Gigante

Verme Tubular Gigante
(Riftia pachyptila)

O verme tubular gigante é um invertebrado marinho do filo Anelidda encontrado recentemente nas zonas abissais do Pacífico. Ele pode chegar a 2,5 metros de comprimento e alcançar 250 anos de idade. Pertence a classe Polychaeta que são dos vermes aquáticos. O nome da classe deriva do grego que significa muitas cerdas e que faz referência ao corpo destes vermes cobertos de cerdas.

Este animal com certeza é um dos mais instigantes do nosso planeta, pois faz parte de um ecossistema cuja fonte de energia primária não é a solar, vive fixado a chaminés vulcânicas ativas onde as temperaturas passam dos 400, a mais de 1000 metros de profundidade, onde a luz do sol não penetra e imerso em ácido sulfídrico.

O tubo do verme é rígido e serve de proteção e sustentação ao animal. O verme nunca deixa o seu tubo. Ele possui na sua extremidade livre uma pluma vermelha super vascularizada que é o órgão utilizado para a troca de substâncias com o meio. Este animal não tem sistema digestivo e vive em simbiose com uma colônia de bactérias que habita seu interior representando cerca de 50% do seu peso. O verme prove abrigo e nutrientes para as bactérias e elas produzem energia para o verme.

Assim como as plantas estas bactérias fixam a energia do ecossistema, só que a fazem através da quimiossíntese das substâncias liberadas pelas chaminés vulcânicas e que são capturadas pelos tentáculos do verme. As moléculas orgânicas, como o açúcar, resultantes da quimiossítense das bactérias são a única fonte de alimento do verme.

Apesar de fixar energia sem luz solar, este ecossistema depende indiretamente do Sol pois ele necessita do oxigênio que é produzido através da fotossíntese nas zonas superiores. Sabe-se também que as chaminés podem interromper sua atividade subtamente e uma vez que isso acontece a fonte de energia se esgosta e o verme morre junto com todo o ecossistema.

Colaboração:Adalberto Francisco Soares Júnior


Sépia gigante Australiana

Sépia gigante Australiana
(Sepia apama)

As sépias são moluscos intrigantes e uns dos animais marinhos mais inteligentes. Elas pertencem à classe dos Cephalopodes (do grego, cabeça com pés) junto com as lulas, os povos e os nautilus. São considerados os moluscos mais rápidos, pois possuem um cifão que lhe porporciona uma propulsão a jato de água. A sépia possui sentidos bem desenvolvidos e um cérebro grande comparado ao seu tamanho. Proporcionalmente possui o cérebro maior que a maioria dos peixes e répteis

A sépia possui uma concha interna que abriga sua massa viceral e que é coberta por um manto. Circundando sua cabeça elas têm oitos braços e dois tentáculos maiores com ventosas.

Esta Sepia apama é a maior espécie do seu gênero no mundo todo podendo chegar a 50 cm de comprimento de manto e pesar 10,5 kilos. Ela é encontrada na parte ocidental da Austrália em recifes rochosos, leitos de algas marinhas, areia e lama do fundo do mar chegando a uma profundidade de 100 m. Vivem no máximo 2 anos de idade e se acasalam uma única vez na vida.

As sépias têm um cardápio variado que inclui caranguejos, camarões, pequenos moluscos e até mesmo outras sépias. Ela possui uma rádula, espécie de lixa na boca, que usa para triturar os alimentos depois de capturados com seus tentáculos. A Sepia apama tem como predador um golfinho australiano que desenvolveu técnica para remover sua concha interna antes de comê-la. Ela tem hábito diurno, mas passa a maior parte do tempo escondida de predadores.

Graças aos cromatóforos, que são células presentes em sua pele, as sépias podem mudar de cor em milisecundos. São altamente comunicativas e possuem capacidade de camuflagem maior que a do camaleão. Em particular as Sepias apama usam do alto poder de camuflagem para enganar sua própria espécie. Na época de acasalamento a fêmea sempre procura pelos maiores machos e quando encontra um este faz guarda sobre ela não deixando que outros se aproximem. Um macho pequeno pode mudar de forma e cor para se parecer com uma fêmea, se aproximar do casal e uma vez aceito ele furtivamente transfere seu sêmen para a fêmea. Faz isso sobre os tentáculos do macho maior. A fêmea usa o sêmen dos dois depositados em sua bolsa para que ela fertilize e coloque um ovo por vez. Produzindo uma nova geração de grandes machos fortes e de pequenos travestis traiçoeros.

Colaboração:Adalberto Francisco Soares Júnior


Lionfish vermelho

Lionfish vermelho
(Pterois volitans)

O Lionfish vermelho é um peixe bentonico da família Scorpaenidae que habita os corais da região do Pacífico-Índico mas, por seu comportamento briguento e rápida reprodução, tem se espalhado nas regiões de águas mornas no mundo tordando-se um sério problema ambiental principalmente no mar do Caribe e costa leste dos EUA (com outra espécie - Pterois miles). Quando adultos podem chegar até 40 com de comprimento. Ele é característico por possuir listas verticais nas cores vermelha, branca e marrom. Possui nadadeiras dorsal, peitoral e anal em formato de espinhas que são peçonhenta pois utiliza estas espinhas como mecanismo de defesa. Se acidentalmente inoculados em humanos, a ferroada é extremanente dolorosa e pode causar náusea, dificuldade em respirar mas raramente é fatal. Em diversas culturas no mundo ele faz parte da alimentação no entanto é mais apreciado como animal ornamental em aquários.

Colaboração:Renata Braga


Ostra Gigante

Ostra Gigante
(Tridacna gigas)

A ostra gigante pertence ao filo Mollusca, classe pelicypoda. É um animal bentonico, filtrante, bivalve que se fixa ao substrato normalmente em águas rasas. Pode ser encontrado nas regiões do Pacífico sul e Oceano Índico. São as maiores ostras do mundo chegando até 225 kg e 120 cm. Existe uma simbiose entre a ostra gigante e uma alga verde unicelular (Zooanthella) que vive no manto e sifão da ostra. Por se fixarem em locais rasos e mantarem sempre as valvas abertas, permite que as algas realizem fotossíntese e dessa forma, as algas são a maior fonte de nutrição da ostra.

Colaboração:Renata Braga


Arabaiana

Arabaiana
(Elagatis bipinnulata)

Peixe da família Carangidae (mesma do peixe-galo), habita os oceanos Atlântico, Pacífico e mar Mediterrâneo. Sendo encontrado por todo litoral brasileiro.

Possui corpo alongado e achatado lateralmente, sua coloração é verde escuro ou azulado no dorso, clareando até o branco no ventre. Possui duas faixas azuis na lateral, com nadadeira caudal grande e bastante furcada (“em V”). Chega a 1,80m e 46 kg.

Habita águas abertas, mas também é encontrado próximo a ilhas oceânicas e costa em áreas de recife. Nada próximo a superfície em pequenos cardumes e se alimenta de zooplancton e pequenos peixes

Colaboração:Vinicius Arakaki


Garoupa Verdadeira

Garoupa Verdadeira
(Epinephelus marginatus)

Pertence à família Serranidae (mesma do Mero e Cherne), chega a 1,50m e 60kg.

Este é o peixe estampado nas notas de cem reais, habita o Atlântico e o Mediterrâneo.

Peixe de escamas pequenas, corpo e cabeça grandes. Sua coloração é avermelhado escuro com manchas esverdeadas e ventre amarelado.

No Brasil é encontrada por todo litoral em fundo coralíneo ou rochoso, vivendo em tocas. Alimenta-se de peixes, ouriços, moluscos e camarões.

Colaboração:Vinicius Arakaki


Cocoroca

Cocoroca
(Haemulon Flavolineatum)

Possui corpo moderadamente alto e um pouco achatado. Boca grande. Corpo branco prateado, amarelado no dorso e mais claro no ventre. A cabeça é bronzeada e possui estrias azul-escuras oblíquas e irregulares do focinho à região posterior. Espécimes jovens apresentam uma mancha escura arredondada na base da cauda. Medem de 20 a 30 cm pesando em média 1 Kg, podendo chegar a mais de 60 cm e 5 Kg. Ocorrência: em todo o litoral americano do Atlântico. Habitat: são encontrados em quase todos os tipos de fundo, sendo uma das espécies mais comuns no litoral brasileiro. São mais frequentes em águas rasas com fundo rochoso e/ou arenoso. Hábitos: alimentam-se de pequenos peixes, crustáceos e invertebrados.

Colaboração:Wagner Santos


Peixe-Trombeta

Peixe-Trombeta
(Aulostomus maculatus)

Trombeta,corneta ou peixe-trombeta é um peixe de corpo alongado e que nada, frequentemente, numa posição vertical de modo a confundir-se mimeticamente com os corais e esponjas típicas dos seus habitats. Ocupam água de baixa profundidade (3 a 30 metros). Mede 1,50m, podendo chegar a até 2 m. Olhos grandes e salientes. Todas as nadadeiras são transparentes. Coloração de fundo marrom ou verde-amarelada com manchas azuis por todo o corpo.São extremamente ferozes, no entanto sem fazer aparentemente nenhum movimento. Tem o hábito de nadar de cabeça para cima, para baixo, ou até mesmo para trás. São encontrados normalmente solitários ou aos pares, alimentando-se de pequenos crustáceos. Emitem um som parecido com o de uma trombeta quando arpoados.

Colaboração:Wagner Santos


Peixe-Morcego

Peixe-Morcego
(Psychrolutes marcidus)

Este animal bizarro,o Peixe-morcego (Ogcocephalus vespertilio) é totalmente adaptado ao seu meio. Vive sempre no fundo, seja na areia, lodo ou entre rochas e corais, entre 1 e 150 m de profundidade. É um animal que pode chegar a  30 cm e seu corpo lembra uma grande flecha achatada de cabeça enorme e triangular. A boca,  pequena,  e protrátil, isto é, que pode se alongar para frente formando um tubo. Na ponta da cabeça há um chifre de osso no qual se esconde um órgão que funciona como uma “isca”: um espinho móvel com a ponta carnuda e que o morcego agita na sua frente para atrair presas. Assim, o peixinho, molusco, verme ou camarão que vem investigar vira presa e é sugado por sua boca. A esse fenômeno é dado o nome de “caça” passiva.

O peixe  morcego também pode ser muito ativo, usando seu chifre para vasculhar o fundo e “aspirando” pela boca o que achar de comida. Durante o dia fica quieto e camuflado. À  noite sai para caçar. O animal ainda dispõe de cirros (pêlos) por todo corpo, o que ajuda ainda mais no mimetismo com o fundo.  Sua coloração varia de pálida a cinza escura, marrom, rosa ou avermelhada no corpo todo, com muitas manchas mais escuras. Este da foto é o peixe morceço de l´bios vermelhos, encontrado no Pacífico (principalmente em Malpelo e Galápagos)

Colaboração:Wagner Santos


Peixe-Cabra

Peixe-Cabra

O peixe cabra pode chegar a ter até 61 cm. Sua cabeça é muito grande em proporção à cauda delgada. A cabeça do peixe cabra é completamente protegida por uma carapaça pesada, cheia de sulcos. As carapaças de algumas espécies têm espinhos afiados. O traço mais extraordinário do peixe cabra não é a carapaça, mas as nadadeiras. O peixe pode dobrar suas barbatanas dorsais como dois leques e encaixá-las em sulcos que tem no corpo e que são do mesmo tamanho das barbatanas. Os três primeiros raios da barbatana peitoral podem mover-se livremente. O peixe utiliza-os como falsos artelhos para repousar no fundo do mar, ou até para sua locomoção.

A espécie mais comum é a do peixe-cabra azul, e sua carne é a mais apetitosa. Todas as outras espécies costumam ser chamadas peixes-cabras vermelhos, mesmo que tenham outra cor. Fora da água, o peixe-cabra emite um som que parece um grunhido. Esses falsos grunhidos são produzidos pela rápida vibração da parede da bexiga atória. A bexiga natatória pode vibrar de 517 a 1 160 vezes por segundo. Todos os peixes cabras têm hábitos semelhantes. Eles se alimentam de crustáceos e moluscos encontrados na plataforma continental do Atlântico.

Colaboração:Gustavo Back


Camarão-palhaço

Camarão-palhaço
(Stenopus Hispidus)

Camarão-palhaço é um crustáceo que pode ser encontrado em áreas rochosas ou coralinas, dentro de fendas ou buracos de recifes, em águas rasas. É um animal predominantemente noturno e que costuma viver em pares. Quando quer se deslocar rapidamente, move-se da frente para trás, como as lagostas, em uma curiosa forma de propulsão. Se um predador o apanha pelas pinças, é capaz de soltá-las. Pinças novas logo aparecem, crescendo numa velocidade surpreendente. É um animal carnívoro, or alimentar-se de parasitas de outros peixes ou moréias, que de bom grado permitem este comportamento, mesmo podendo engoli-lo com uma só mordida se assim desejassem. Contudo também é capaz de apanhar e comer pequenos peixes.

É constantemente observado casos em que estes animais se fixam numa determinada área e os demais habitantes do recife vinham costumeiramente a procura de seus “serviços” de limpeza de parasitas.

Colaboração:Gustavo Back


Peixe-palhaço

Peixe-palhaço
(Amphiprioninae Premnas)

Peixe-palhaço, ou peixe-das-anêmonas é o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion. Deve o seu nome a forma desalinhada como nada.

As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido a relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais.

As anêmonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido a camada demuco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas. Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anêmona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.

Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo. Nemo, o protagonista do filme Finding Nemo(Procurando Nemo) é um peixe-palhaço.

Colaboração: Marcelo Saad


Blobfish

Blobfish
(Psychrolutes marcidus)

O Blobfish é, sem dúvida, um dos peixes mais feios do oceano. Estes peixes de água salgada têm o que se assemelha a um nariz grande entre dois olhos e quase parece estar carrancudo! Este peixe de mar profundo é achado freqüentemente a profundidades extremas fora das costas de Tasmânia e Austrália. Por isto o Blobfish raramente é visto pelo olho humano.

Tem a habilidade para resistir a pressão alta das profundidades porque seu corpo é formado principalmente de uma massa de gelatina que tem uma densidade menor que a da água. Isto dá ao Blobfish a habilidade para flutuar sobre o chão do fundo sem usar muita energia. Eles não são extremamente ativos e a maioria da comida que eles comem, flutua direto para eles, que simplesmente pegam e escolhem o que comer.

São freqüentemente pegos por pescadores que fazem arrastão com redes no fundo do mar. Um fato estranho sobre o Blobfish é que ao reproduzir eles na verdade sentam nos ovos até chocar.

Colaboração: Wilson Peixoto


Orca

Orca
(Orcinus Orca)

Também chamada de Baleia Assassina, a Orca é a única espécie do Orcinus e pertence a Família Delphinidae - mesma dos Golfinhos.

Trata-se de um predador versátil, que alimenta-se de peixes, moluscos, aves, tartarugas, em quando caçam em grupo, são capazes de capturar animais de tamanho maior, como morsas e baleias.

O nome Baleia Assassina provem da tradução direta do inglês “Killer Whale”, porem a comunidade científica passou a utilizar mais freqüentemente o nome “Orca”, que foi rapidamente aceita pela população. Outra razão para essa alteração de nome está relacionado ao adjetivo “assassina” que parece ter implícita a idéia de que seria letal aos seres humanos, até hoje só há registro de um ataque a humano que ocorreu na Malásia em 1928, quando um pescador após ter atacado um bando de 4 orcas que revidaram e o mataram.

Estes animais caracterizam-se por terem o dorso negro e a zona ventral branca. Têm ainda manchas brancas na parte lateral posterior do corpo, bem como acima e atrás dos olhos. Com um corpo pesado e entroncado, têm a maior barbatana dorsal do Reino animal, que pode medir até 1,8 metros de altura (maior e mais ereta nos machos que nas fêmeas). Os machos podem medir até 9,5 metros de comprimento e pesar até 6 toneladas; as fêmeas são menores, chegando aos 8,5 metros e 5 toneladas, respectivamente. As crias nascem com cerca de 180 kg e medem cerca de 2,4 metros de comprimento.

As orcas têm um sistema social de agrupamento matriarcal, consiste numa única fêmea, mais velha, e os seus descendentes. Os filhos e filhas da matriarca fazem parte desta linha, tal como os filhos e filhas destas últimas filhas - contudo, os filhos e filhas de qualquer um dos filhos passarão a viver com a linha matriarcal das suas companheiras de acasalamento) - e assim sucessivamente, ao longo da árvore genealógica destes animais. Como as fêmeas podem viver até cerca de noventa anos, não é raro encontrar quatro ou mesmo cinco gerações de orcas a viver na mesma linha.

Colaboração: Lygia Manchester


Golfinho-nariz-de-garrafa

Golfinho-nariz-de-garrafa
(Tursiops Truncatus)

Esta espécie de golfinho ficou muito famosa por ser a mesma da série Flipper.

Possui o corpo robusto, a cabeça robusta e o bico curto, largo e nitidamente distinto da cabeça. Apresenta nadadeira dorsal alta. O corpo dessa espécie é bem hidrodinâmico, em formato de torpedo, permitindo que deslize com certa velocidade. Pode ser encontrado nas cores creme a cinza ou mesma preta, geralmente, a barriga é mais clara que o dorso. Seu peso médio é de 500 quilos. Medem entre 1,9m à 4m, em média o comprimento do macho é de 3,80m e o da fêmea é 3,60m. Os maiores golfinhos-nariz-de-garrafa do mundo estão no Brasil, na Lagoa dos Patos – R.S., onde se encontrou exemplares que alcançaram 4 metros de comprimento.

Adeptos de águas tropicais, subtropicais e temperadas de todos os oceanos, tanto em águas costeiras como em oceânicas, no Brasil são encontrados em águas próximas à costa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e a partir deste ponto, podem ser encontrados em águas mais afastadas da costa até o nordeste.

Colaboração: Lygia Manchester


Badejo-quadrado

Badejo-quadrado

O badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci) é bem característico por apresentar grandes manchas retangulares escuras no dorso e nos flancos; alcança em torno de 1,5m de comprimento total e 100kg. Os badejos são peixes típicos dos costões rochosos e recifes de corais, mas também podem ser encontrados em estuários, em locais onde existem tocas. Nunca são encontrados em águas com baixa salinidade. Vivem sozinhos quando maiores ou em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos. São peixes carnívoros, que se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos e equinodermos. São muito apreciados pelos pescadores esportivos e pelos comerciais.


Agulhão Bandeira

Agulhão Bandeira

Peixe de escamas diminutas da família Isthiophoridae, o Agulhão Bandeira/Sailfish (Istiophorus albicans) apresenta como características marcantes a grande nadadeira dorsal em forma de vela de barco, o que lhe valeu o nome em inglês sailfish, e o maxilar superior alongado com seção cilindrica em forma de “bico”. A coloração do dorso é azul escuro, com os flancos azul, por vezes amarelados e ventre prateado. Apresenta faixas verticais ou séries verticais de pintas claras no dorso e nos flancos. As nadadeiras são escuras. Alcança mais de 3m de comprimento total e cerca de 65kg.

Espécie pelágica, oceânica e migratória, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos, porém abundam nas camadas superiores da água azul, de temperatura entre 22 e 28ºC. No verão aproximam-se mais da costa. Os indivíduos são solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva e eventualmente para alimentação. A dieta é constituída por vários organismos, desde peixes oceânicos, como dourados, atuns, peixe voador, e lulas, polvos e crustáceos. Para evitar predadores, costuma levantar a nadadeira dorsal. O Agulhão Bandeira é considerado o peixe mais rápido em distâncias curtas; um exemplar avançou 91 m em três segundos, o que eqüivale a 109 Km/h.


Marlim-azul

Marlim-azul

O Marlim-azul (Makaira nigricans) é um peixe teleósteo, oceânico, da família Istiophoridae das águas tropicais e subtropicais do Atlântico e do Pacífico. Chega a medir até 4 metros de comprimento, possuindo dorso preto-azulado, ventre branco-prateado, primeira nadadeira dorsal preta ou azul-escura e as restantes marrom-escuras a azul-escuras. Alguns espécimes encontrados pesavam mais de 900kg. É uma espécie muito procurada em pesca esportiva.O marlim azul põe milhões de ovos de uma só vez, e cada um dos ovos mede 1 milimetro de diamêtro. Também é conhecido pelos nomes de agulhão, agulhão-azul e agulhão-negro.

Colaboração: Luciano Gualberto


Lula

Lula

As lulas são tipos de moluscos marinhos da classe Cephalopoda, subclasse Coleoidea, ordem Teuthida, que inclui subordens, Myopsina e Oegopsina (esta última inclui a espécie Architeuthis dux, a lula-gigante).

Como todos os cefalópodes, caracterizam-se por possuírem cabeça distinta, simetria bilateral e tentáculos com ventosas. Assim como o choco, a lula tem oito braços, para a captura de alimento, e dois tentáculos, com função na reprodução. As lulas têm cromatóforos na sua pele, ou seja, células que permitem mudança de cor dependendo do ambiente em que se encontram, o que caracteriza sua capacidade mimetizante. Sendo coleóides, têm uma concha interna, chamada de pena, devido ao seu formato similar a penas de aves. As lulas movem-se por intermédio de propulsão, ejetando grandes quantidades de água armazenadas na cavidade do manto, através de um sifão de grande mobilidade e capacidade de direcionamento dos jatos. Por esta razão, além de seus corpos altamente hidrodinâmicos, são fortes rivais dos peixes no que se refere à habilidade de natação e manobrabilidade. Na boca, as lulas apresentam a rádula quitinosa que lhes permite triturar alimentos e que é a característica comum a todos os moluscos, exceto Bivalvia e Aplacophora. As lulas respiram por duas guelras e têm um sistema circulatório bombeado por um coração principal e dois subsidiários. São animais exclusivamente carnívoros, alimentando-se de peixes e outros vertebrados, que capturam através dos braços.

A maioria das lulas não tem mais que 60 cm de comprimento, mas já foram identificadas lulas-colossais com 14 metros (já foi identificada uma lula com 450 kg). Estas são os maiores invertebrados do mundo.

Colaboração: Luciano Gualberto


Peixe-cofre

Peixe-cofre

Os ostraciídeos ou ostraciontídeos (Ostraciidae), vulgarmente designados como peixes-cofre, são peixes da ordem dos Tetraodontiformes. Caracterizam-se por terem o corpo encerrado numa caixa óssea (daí o nome de "cofre"), composta por placas hexagonais, deixando de fora, apenas, a barbatana caudal. Algumas das espécies são designadas como Peixe-vaca (com ou sem "chifres" - protuberâncias ósseas localizadas na cabeça). O revestimento das diferentes espécies varia do verde-pálido com manchas e listas azuis até ao marelo e castanho, com manchas azuis, brancas ou púrpuras. O seu habitat preferencial são os recifes de coral, em águas tropicais. Alimentam-se de moluscos, crustáceos e corais, que trituram com as suas fortes mandíbulas. Podem envenenar a água onde vivem, sendo prejudiciais a outros peixes. Reproduzem-se através de ovos microscópicos.

Colaboração: Luciano Gualberto


Coió

Coió

O coió (Dactylopterus volitans) é um peixe teleósteo escorpeniformes, da família dos dactilopterídeos, encontrado na costa do Atlântico, em fundos de areia, cascalho e recifes. A espécie chega a medir até 45 cm de comprimento, possuindo corpo cilíndrico e robusto de cor variável, geralmente marrom, com dorso manchado de azul e ventre claro, cabeça com espinhos e nadadeiras peitorais muito desenvolvidas. Há relatos em que as suas nadadeiras peitorais abriguem glândulas portadoras de veneno. Seu nome se deve ao fato de se locomover no fundo com auxílio das nadadeiras ventrais e, quando importunado, abre suas peitorais como asas, para amedrontar ou simular maior porte. Também é conhecida pelos nomes de cajaléu, coró, peixe-voador, pirabebe, santo-antônio, voador, voador-cascudo, voador-de-fundo e voador-de-pedra.

Colaboração: Luciano Gualberto


Albatroz

Albatroz

Procellariiformes (do Latim procella, tempestade) é uma ordem dos albatrozes e petréis, aves marinhas de hábitos pelágicos, ou seja, que habitam o oceano aberto. Estas aves caracterizam-se por terem as narinas em forma de tubos situados na parte superior do bico, que é normalmente longo e encurvado na ponta. Esta adaptação permite-lhes expulsar do corpo o sal adquirido por ingestão de água do mar. Os Procellariiformes têm asas compridas e estreitas, o que lhes dá uma forma aerodinâmica e minimiza a energia gasta durante os seus longos vôos. A sua plumagem é normalmente branca, podendo apresentar tons de cinza ou preto. Os Procellariiformes têm os dedos dos pés unidos por membranas interdigitais, estando o dedo posterior ausente ou pouco desenvolvido. Estas aves alimentam-se no alto mar de cefalópodes (luas e polvos) e pequenos peixes> Há 93 espécies de Procelariformes em todo o mundo. 

Colaboração: Fabio Lellis


Cavalo Marinho

Cavalo Marinho
(Hippocampus)

Os cavalos-marinhos são exóticos peixes ósseos, da classe dos Osteichthyes, dentro do Filo Chordata. O nome científico "Hippocampus" significa "mostro marinho" e, segundo a mitologia grega, eram seres fictícios, filhos de Poseidon, e que possuíam cabeça de cavalo e corpo de peixe. Sua estrutura é muito curiosa e não é tão frágil como parece: cabeça alongada com filamentos que lembra a de um cavalo, corpo coberto por duras placas dérmicas que servem de proteção contra os seus predadores e cauda preênsil que se agarra ao substrato. Usa o seu focinho tubular para sugar o alimento que passar por ele, basicamente moluscos, vermes, crustáceos e plâncton. Vivem em águas temperadas e tropicais e nadam com o corpo na posição vertical, movimentando as suas barbatanas dorsais como único meio de propulsão. Seus corpos chegam no máximo a 15cm de altura. Os cavalos-marinhos reproduzem durante todo o ano e o acasalamento e a reprodução são aspectos muito interessantes deste animal marinho: durante o namoro, eles "dançam" por horas, como uma "valsa entre as algas", até que a fêmea escolhe o seu macho para depositar seus 300 ovos em uma bolsa incubadora na base da cauda do parceiro, para que ele libere seu esperma e haja a fecundação. Existem 32 espécies no mundo - apenas 2 no Brasil - e, infelizmente, quase todas estão listadas na categoria Vulnerável da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Atualmente são comercializados vivos, como peixes ornamentais, ou mortos e secos, como matéria prima para a confecção de fármacos industrializados ou “remédios caseiros”.

Colaboração: Roberta Plut Raschkovsky


Peixe-Boi Marinho

Peixe-Boi Marinho
(Trichechus manatus)

Este mamífero aquático, também conhecido por Manati - do Filo Chordata e da classe Mammalia - possui um robusto corpo arredondado, nadadeiras peitorais e uma grande nadadeira caudal, e pode medir até 4 metros e pesar 800 kilos. O Peixe-Boi Marinho é basicamente herbívoro - algas, aguapés, capins aquáticos, entre outras vegetações aquáticas - e pode consumir até 10% do seu peso em plantas e passar até 8 horas se alimentando por dia. Com a sua alimentação, ele controla o crescimento das plantas aquáticas e com suas fezes fertiliza as águas que habita, pois servem de nutrientes para os fitoplânctons, que fazem parte da base da cadeia alimentar. Gasta a maior parte do seu tempo dormindo em águas rasas, tanto salgada quanto doce, em profundidades de 1 a 2 metros, pois ele necessita retornar à superfície para respirar a cada 20 minutos no máximo - não possui brânquias como os peixes. Podem ser encontrados desde o litoral dos Estados Unidos até o Nordeste do Brasil. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. Apesar de serem ágeis dentro d'água, são animais muito mansos e por isso, infelizmente, todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção.

Colaboração: Roberta Plut Raschkovsky


Cirurgião Azul

Cirurgião Azul
(Acanthurus coeruleus)

Também conhecido como Barbeiro Azul, este cordata do subfilo vertebrata e da classe dos osteichthyes, possui o corpo azulado, com estrias longitudinais acinzentadas. As nadadeiras são azuladas com estrias também longitudinais azuis. Possui duas lâminas afiadas próximas à cauda (usadas somente em situações de defesa) de cor amarela, cor esta que compreende todas as espécimes juvenis. A cauda se da em formato de lua.

O peixe-cirurgião se alimenta continuadamente durante o dia de uma grande variedade de algas e, com isso, desempenham papel vital para os recifes de coral. Ao se alimentar, eles restringem o crescimento das algas, grandes competidoras dos corais por espaço nos recifes.

Colaboração: Thiago Castro


Tubarão Mako

Tubarão Mako
(Isurus oxyrinchus)

É considerada a espécie mais veloz e ativa de todos os tubarões, sendo muito apreciada por seus pulos para fora da água. De dorso cinza-azulado, flancos azul escuros e ventre branco. O corpo é robusto, alongado e fusiforme; com focinho cônico, longo e pontudo. Possui cinco longas fendas branquiais à frente dos peitorais e cauda lunada e quase simétricas.

Pode aparecer em águas tropicais e de temperatura quente em todos os mares. Nadam próximo à superfície no inverno e nas profundezas no verão. Alimenta-se de xaréus, bonitos, sardinhas, e também de peixes de grande porte como atuns e espadartes. É uma espécie ovovivípara e produz de um a seis filhotes por ninhada. Há conhecimento de crias de mais desenvolvidas que se alimentam de outros embriões no interior do útero da fêmea.

O tubarão Mako também é conhecido como Anequim e Tubarão Sombreiro. Seu tamanho máximo é de 3,8m e 570Kg.

Colaboração: Thiago Castro


Tartaruga-Oliva

Tartaruga-Oliva
(Lepidochelys olivacea)

A Tartaruga-Oliva é assim chamada devido à cor cinza esverdeada de sua carapaça quando adulta, sendo cinzenta quando jovem. Possui seis ou mais placas laterais e é a menor de todas as tartarugas marinhas - medindo cerca de 60 centímetros e pesando em torno de 65 quilos. Alimenta-se de peixes, moluscos, crustáceos, principalmente camarões, e plantas aquáticas. No Brasil, todo o litoral de Sergipe e a porção norte do litoral da Bahia constituem o mais importante sítio reprodutivo da tartaruga-oliva. Nos anos 80, as desovas eram intensamente predadas pela comunidade local. Atualmente, a captura incidental por artes de pesca, principalmente pelo arrasto de camarão, e a ocupação irregular das praias representam as maiores ameaças à sobrevivência destes quelônios marinhos. É classificada em PERIGO (IUCN e IBAMA) e estima-se que haja cerca de 800.000 fêmeas em idade reprodutiva.

Colaboração: Adriana Tiemi Akamine


Tartaruga de Couro ou Gigante

Tartaruga de Couro ou Gigante
(Dermochelys coriacea)

A Tartaruga de Couro ou Gigante é a maior espécie de tartaruga que existe atualmente. Pode chegar a medir até dois metros de comprimento de casco e pesar 900 quilos. A denominação "de Couro " se deve ao fato de seu casco ser menos rígido que outras tartarugas marinhas e se assemelhar ao couro. Composto por uma camada de pele fina e resistente e milhares de placas minúsculas de osso, formando sete quilhas ao longo do comprimento, sendo que apenas os filhotes apresentam placas córneas.

A Tartaruga de Couro é de cor preta com pontos brancos ou amarelos e possuí grandes nadadeiras frontais que proporcionam grande força e velocidade, permitindo a mesma nadar longas distância (desde o Oceano Índico, o Pacífico, o Atlântico e indo até o Círculo polar ártico- com temperaturas de cerca de 6°C). Podem mergulhar até quase 1000 metros de profundidade. Vivem sempre em alto mar e só se aproximam da costa para desovar (no caso das fêmeas), os machos quase nunca se aproximam da costa. Desovam em costas brasileiras (litoral do Espírito Santo) algo em torno de 7 fêmeas por temporada, e em áreas internacionais como Malásia, Nova Guiné, Moçambique, África do Sul, Madagáscar e Costa Rica. Estima-se que existam cerca de 34.000 fêmeas em idade reprodutiva. Alimentam-se principalmente de águas-vivas e medusas e por isso ao encontrar pedaços de plásticos jogados ao mar, podem confundi-los com seu alimento e se intoxicarem com os mesmos. É a espécie de tartaruga marinha presente no litoral brasileiro que se encontra mais ameaçada de extinção - Criticamente em Perigo (IUCN e IBAMA).

Colaboração: Adriana Tiemi Akamine


Tartaruga-cabeçuda

Tartaruga-cabeçuda
(Caretta caretta)

A tartaruga-cabeçuda, como o próprio nome induz a reflexão, tem a cabeça proporcionalmente maior do que as outras espécies, chegando a medir 25 centímetros e é também chamada de tartaruga mestiça. Seu dorso é marrom e o ventre é amarelado. A carapaça tem medida curvilínea média de 110 centímetros de comprimento, possui 5 pares de placas laterais, sendo que as placas são justapostas, a cabeça possui 2 pares de placas (ou escudos) pré-frontais. O peso médio do animal é de 150 kg, embora alguns exemplares cheguem a 250 Kg. Esta espécie é onívora, podendo se alimentar de crustáceos, principalmente camarões, moluscos, águas-vivas, hidrozoários, ovos de peixes e algas. Habitam normalmente profundidades rasas até cerca de 20 m. Existem registros de mergulhos até cerca de 230 m de profundidade. Suas mandíbulas poderosas lhe permitem triturar as conchas e carapaças de moluscos e crustáceos.

Esta tartaruga é a mais abundante a desovar no litoral brasileiro, concentrando-se do norte do Rio de Janeiro até Sergipe, sendo o litoral da Bahia o principal sítio reprodutivo, existindo cerca de 4.000 desovas por temporada.

Possuem uma enorme capacidade migratória, realizando grandes deslocamentos oceânicos. Uma tartaruga-cabeçuda marcada na Austrália foi encontrada no litoral de Ubatuba. Durante estes deslocamentos a mortalidade atinge números alarmantes, principalmente na pesca acidental por espinhel e rede de deriva. Está classificada em PERIGO (IUCN e IBAMA), possuindo cerca de 60.000 fêmeas em idade reprodutiva.

Colaboração: Adriana Tiemi Akamine


Tubarão Baleia

Tubarão Baleia

O tubarão baleia ou Rhincodon typus é o maior de todos os tubarões e é o maior peixe vivo conhecido. Podem chegar a 20 metros de comprimento e pesar cerca de 12 mil quilos. Sua coloração é escura com pintas brancas por todo o corpo.

São animais vivíparos e o número de crias é variado. Um exemplar encontrado em Taiwan continha mais de 300 fetos, o maior número encontrado em um tubarão. Vive no ambiente de 0 m a 70 metros de profundidade. Nadador solitário na maior parte de sua vida, normalmente vive até 60 anos. Infelizmente sua população tem diminuído nos últimos anos devido à pesca discriminada. Atualmente podem ser vistos em mares temperados quentes e tropicais, alimentam-se principalmente de plâncton, cardumes de pequenos peixes e lulas.

Colaboração: Fabio Lellis


Olho-de-Cão

Olho-de-Cão

Com corpo avermelhados, reflexos dourados, olhos bem grandes, pélvicas relativamente grandes e ligadas ao corpo por uma membrana, boca grande e oblíqua, preopérculo com um espinho em ângulo inferior. O Olho-de-Cão ocorre nas águas temperadas e quentes do Atlântico, no Brasil em todo litoral. Nectônicos costeiros de águas relativamente rasas de 5m a 75 metros de profundidade vivem em fundos rochosos ou coralinos e são muito comuns nas áreas de praia. Sua carne é considerada excelente e possui grande aceitação nos mercados, onde é comercializada fresca, são animais solitários, também encontrados em pequenas agregações, seus hábitos são noturnos e alimentam-se principalmente de pequenos peixes, crustáceos, poliquetas e/ou larvas.

Colaboração: Fabio Lellis


Cangulo-rei

Cangulo-rei

O Cangulo-rei ou Balistes vetula é um peixe nectônico da família Balistidae. Seu comprimento médio varia entre 30-60 cm podendo pesar até 5,5 kg. Ocorre em águas tropicais e temperadas do Atlântico, podendo ser encontrado em todo o nosso litoral. Vive em regiões costeiras de águas rasas com fundo coralino, rochoso e/ou arenoso. Normalmente é avistado sozinho ou em pequenos cardumes nadando a meia água. Alimenta-se de moluscos, crustáceos, ouriços do mar e outros invertebrados bentônicos. Costuma ser arisco, mas pode, algumas vezes, interagir com mergulhadores. É um peixe de corpo achatado lateralmente. Sua boca pequena possui fortes dentes para triturar suas presas. Possui coloração viva e intensa, sendo o seu corpo cinza-amarelado e/ou marrom-esverdeado com o ventre laranja esverdeado, possui linhas azuladas irradiadas da região dos olhos e uma estria azul ao redor da boca e outra ao redor do pedúnculo caudal. Os adultos apresentam os raios da nadadeira, dorsal e ventral mais prolongados do que os juvenis. Sua carne é considerada de boa qualidade e comercializada ainda fresca, por este motivo encontra-se vulnerável quanto à extinção da espécie.

Colaboração: Fabio Lellis


Linguado

Linguado

Com certeza o linguado (Paralichthys brasiliensis) tem uma anatomia curiosa, pois seus dois olhos estão dispostos no mesmo lado do corpo. Ao nascer o linguado é bilateralmente simétrico com um olho de cada lado, como todos os peixes. Em certa fase de seu desenvolvimento juvenil um dos olhos começa a migrar lentamente para o outro lado, geralmente para o lado esquerdo. É um animal demersal costeiro de águas rasas, encontrado solitário ou em pequenos grupos deitados no fundo. Ao deitar-se na areia ele vibra suas nadadeiras cobrindo-se parcialmente e se camuflando. Vorazes alimentam-se de peixes, caranguejos, camarões e outros invertebrados bentônicos. Seu corpo é ovalado, um pouco alongado e extremamente achatado lateralmente, possui boca grande e oblíqua. Pode chegar a medir 1 m e pesar até 12 kg. Sua coloração varia do marrom esverdeado ao marrom escuro, com manchas escuras que tendem a desaparecer com o crescimento do animal, sua região ventral não possui pigmentação. Sua coloração dorsal varia devido ao substrato em que o animal é encontrado. Geralmente quando são localizados ficam parados confiantes em sua camuflagem, tornando-se assim um alvo fácil para pescadores. Sua carne é considerada excelente possuindo um alto valor comercial.

Colaboração: Fabio Lellis


Lambaru

Lambaru

O Lambaru ou Ginglymostoma Cirratum da família Ginglymostomatidae é um animal bentônico, costeiros de águas rasas, vive em fundos arenosos e ou rochosos. Esta espécie de tubarão exibe uma coloração marrom amarelado escuro, com os flancos um pouco mais claro e ventre amarelado, quando jovens apresentam manchas escuras no corpo e pintas dorsais, que desaparecem com o crescimento. Mede no máximo 4,3 m de comprimento e podem pesar 400 kg. Sua maior ocorrência é em águas subtropicais do Atlântico e Pacífico. Lentos, sedentários seus hábitos são noturnos, normalmente ficam imóveis junto a areia, pedras ou tocas, alimentam-se de bagres, tainhas e baiacus. Capturam suas presas por uma forte sucção característica. É uma espécie ovípara e produz 20 a 30 filhotes por ninhada.

Colaboração: Fabio Lellis


Bodião

Bodião

Bodianus pulchellus da família Labridae ou simplesmente Bodião Vermelho. São peixes com corpo alongado, moderadamente alto e comprido lateralmente, seu corpo é predominantemente vermelho com uma faixa lateral difusa branca. Apresenta uma grande área amarela ma região dorsal e da nadadeira caudal, ainda possui uma mancha preta entre os dois primeiros espinhos. Ocorre em águas Tropicais em todo o Atlântico. No Brasil ocorrem no Nordeste e Sudeste, são animais Nectônicos costeiros de águas relativamente rasas raramente encontrados abaixo dos 24 metros. Vivem nos fundos rochosos e ou coralinos, alimentam-se de caranguejos e pequenos moluscos bivalves, podem atuar como limpadores de peixes comendo parasitas externos e tecido morto de outros peixes maiores.

Colaboração: Fabio Lellis


Moreia

Moreia

Em minha opinião o animal marinho mais elegante e belo. Corpo alongado,robusto e moderadamente comprido, boca grande e maxilas poderosas com dentes bem desenvolvidos, ausência de nadadeiras peitorais e pélvicas, apresenta escamas na linha lateral e poros remanescentes na cabeça.

Seu nome cientifico é Gymnothorax moringa. Pertence a família Muraenidae e é encontrada em todo o Atlântico. Animal bentônicos e costeiro de águas relativamente rasas. São solitárias e permanecem entocadas durante o dia vigiando os arredores. À noite quando é mais ativa, sai a procura de alimento, que constitui-se principalmente de peixes, crustáceos e polvos.

Estes animais, ao contrario do que se acredita, não são agressivos. São tranqüilos e apenas se defendem quando se sentem acuados. As mais comuns de se encontrar são as Moreias Pintadas e as Verdes.

Colaboração: Fabio Lellis


Salema

Salema

Nome cientifico: Anisotremus virginicus. Pertence a família Haemulidae. Mais conhecida como Salema, essa figurinha fácil em nossos mergulhos é um animal Nectônico que vive em águas costeiras rasas junto aos fundos coralíneos ou rochosos. São encontradas normalmente solitárias ou em cardumes passeando por entre as pedras do fundo. Alimentam-se geralmente à noite e seus "pratos" prediletos são crustáceos, moluscos e anelídeos. Espécimes juvenis costumam remover e comer parasitas do corpo de peixes de grande porte.

Sua coloração é corpo amarelado com seis faixas longitudinais azuladas da cabeça ao pedúnculo caudal. Apresentam duas evidentes barras verticais negras passando pelos olhos até o canto da boca e atrás da cabeça. Possui espinhos na nadadeira dorsal até a base peitoral. São encontradas em águas tropicais do Atlântico.

Colaboração: Fabio Lellis


Raia Jamanta

Raia Jamanta

Raia Jamanta ou Manta birostris (nome cientifico). Sem duvida um dos animais mais magníficos do oceano, pode chegar entre 5 m e 8 m de largura, pesar até 3 toneladas e viver até 20 anos. Sua coloração: dorso preto ou marrom escuro e ventre branco.

São animais migratórios e no Brasil podem ser encontrados em toda costa. Infelizmente, encontra-se na lista de animais de extinção do IBAMA. Nadam aos pares ou solitárias e quando jovens podem formar grupos de até 6 indivíduos. Quase sempre são acompanhadas por rêmoras e bijupirás.

Na primavera costumam dar saltos fora da água, aparentemente, essa atitude faz parte de seu comportamento na época de acasalamento.

É uma espécie ovovivípara e dá a luz a apenas um filhote que nasce com aproximadamente 1m de largura e pesa cerca de 15 kg. Se alimenta, basicamente, de organismos planctônicos.

Colaboração: Fabio Lellis


Frade

Frade

Pomacanthus paru .... você conhece? E Frade ?..., agora sim? Espécie muito comum de se encontrar em nosso litoral e em águas tropicais e subtropicais do Atlântico.

Na fase juvenil seu corpo e cabeça são “decorados” com cinco faixas transversais amarelas, a cauda possui uma mancha negra arredondada e a margem clara, seu corpo é bastante alto, ovalado e cumprido lateralmente.

Quando adulto possui corpo enegrecido com a maioria das escamas com a margem amarela e em formato de lua crescente e possuem um anel amarelo ao redor dos olhos.

São animais nectônicos, costeiros de águas rasas, vivem em ambientes coralíneos. Muito calmo, não temem a presença humana e costumam aproximar-se dos mergulhadores.

Colaboração: Fabio Lellis


Mero

Mero

O Mero, Epinephelus itajara, é uma espécie de peixe de grande porte, da família Serranidae, a mesma da Garoupa e do Badejo. Trata-se de um peixe muito tranqüilo,  pode atingir três metros de comprimento, pesar mais de 400 quilos e viver 40 anos.

Atualmente, o Mero  está classificado como criticamente ameaçado de extinção na lista vermelha de espécies da IUCN - União Internacional de Conservação da Natureza. Além de ambientes costeiros e marinhos do Brasil, o peixe é encontrado em águas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico - por todo Golfo do México e Caribe, no Pacífico do Golfo da Califórnia (EUA) até o Peru.

Colaboração: Fabio Lellis


Tubarão Branco

Tubarão Branco

Um Grande Tubarão Branco pode chegar a 7 metros e pesar até 2000 Kg. No entanto, já houve registro de uma fêmea de 11 metros. O Carcharodon carcharias, seu nome científico, pertence ao Filo Chordata é encontrado em regiões temperadas e subtropicais de todos os oceanos.

Seus hábitos alimentares incluem grande variedade de peixes, como o salmão, o atum, tartarugas marinhas, aves marinhas e, principalmente, mamíferos marinhos.

Sua coloração é composta de ventre branco e dorso cinza escuro. Muito ágil, apesar de todo o seu tamanho e robustez, é capaz de nadar a 25 quilômetros por hora e saltar fora da água. É um animal ovíparo e gera 2 filhotes por gestação que podem chegar a 1,5 metros de comprimento.

Logo ao nascer eles se separam da mãe e começam de imediato sua luta pela sobrevivência. Ao contrário do que enfatiza a mídia, o Tubarão Branco não se alimenta de seres humanos. Sua preferência é por carne muita mais rica em gordura, abundante em focas, leões e elefantes marinhos.

Colaboração: Fabio Lellis


Água-viva

Água-viva

Em primeiro lugar, águas-vivas não “atacam” as pessoas. São animais que vagam pelos mares ao sabor das correntes e, ocasionalmente, podem provocar acidentes quando os banhistas se chocam contra eles.

Quase transparente e de consistência gelatinosa pertencente aos cnidários, a água-viva é um animal inofensivo, mas devemos tomar alguns cuidados, pois em contato com a pele humana provoca desde queimaduras leves até graves irritações que, em casos extremos, podem matar uma pessoa.

Felizmente na costa brasileira não se encontram espécies que podem levar à morte, como ocorre na Austrália.

É comum ouvir que a água-viva queima a pele. Não é verdade. Embora a dor realmente lembre a de uma queimadura aguda, o que ocorre é que ela apresenta milhões de pequenas células em seus tentáculos capazes de injetar um potente veneno numa espécie de reação de defesa do animal. O efeito é avassalador: dor intensa, inchaço, vermelhidão, bolhas e úlceras.

Em caso de acidentes deve-se lavar a região afetada com a própria água do mar, “não usar água doce porque pode provocar ardor e inchaço” é indicado utilizar vinagre para neutralizar os efeitos das queimaduras, não se deve friccionar a área afetada.

Colaboração: Fábio Lellis


Caravela

Caravela

Realmente lindas de serem observadas, mas no caso de esbarrões podem causar fortes irritações na pele. Nos meses de agosto e setembro, com maior incidência de ventos, as marés trazem para as praias essas belas criaturas de cores bastante vibrantes: as caravelas.

A caravela, cujo nome científico é Physalia physalis, tem distribuição global em águas marinhas tropicais e sub-tropicais. Na verdade uma única caravela é constituída por vários indivíduos, ou seja, trata-se de uma colônia. Nesta colônia cada indivíduo é especializados e responsável em cumprir uma determinada função, como: reprodução, digestão, captura de alimentos, defesa, flutuação, entre outras.

As caravelas também são temidas, pois seus encontros resultam em queimaduras biológicas bastante dolorosas, o veneno pode ter ação necrótica na pele. Em caso de contato com a caravela o ideal seria fazer compressa de água do mar gelada ou bolsas de gelo para o controle da dor e, vinagre para desnaturar (inibir) o veneno. Um lembrete muito importante é que se evite utilizar água doce, pois esta ação desencadeia um processo de eliminação de mais veneno.

Colaboração: Fábio Lellis


Barracuda

Barracuda

A Grande Barracuda (Sphyraena barracuda) parece um torpedo, só que de cara feia. Sua mandíbula inferior vai além da superior e seus dentes são fortes e pontiagudos.

Dá pra assustar, mas não é o que parece. Apesar de sua má reputação, ataques a humanos são extremamente raros. Comum mesmo, são  são as vezes em que elas ficam graciosamente nos observando durante os mergulhos.

São encontradas em todo o mundo, próximas as praias de oceanos tropicais e subtropicais, normalmente perto da superfície. Quando jovem são encontradas formando cardumes ao redor de recifes, onde buscam sua principal fonte de alimentação.

Adultas podem chegar aos 2 metros de comprimento e 50 kg de peso.

Solitárias, são caçadoras vorazes e atacam de uma única vez,  fazendo uso do elemento surpresa , chegando a incrível velocidade de até 43km/h – um verdadeiro torpedo.

Colaboração: Emerson Ferreira


Enxada

Enxada

O Enxada (Chaetodipterus faber) ocorre nas águas tropicais da costa americana do Atlântico.

Ele tem o corpo achatado em forma de disco e com a boca bem pequena. Tem coloração cinza-prateado, com faixas verticais escuras (de 4 a 6) que tendem a ficar mais claras com o tempo.

Grupos são normalmente encontrados em regiões costeiras rochosas ou próximo a estruturas feitas pelo homem, como portos, plataformas e naufrágios; nadando a meia-água ou próximo ao fundo, em profundidades entre 3 e 35m.

Medem normalmente de 30 a 50 cm, mas podem chegar até 90 cm e pesar até 9 kg. Alimentam-se basicamente de invertebrados bentônicos, crustáceos, moluscos, anelídeos e esponjas.

Curiosidade: quando juvenis ficam em águas bem rasas e nadam muitas vezes de lado, imitando folhas mortas para evitar predadores.

Link para o vídeo feito em Roatán - clique aqui.

Colaboração: Emerson Ferreira


Equetus

Equetus

O Equetus punctatus é encontrado em todo o Atlântico tropical oeste, normalmente entre os recifes de coral. Em sua forma juvenil apresentam uma longa nadadeira dorsal que se curva em quase toda a extensão do corpo. Alimentam-se à noite de caranguejos, camarões, poliquetas e moluscos gastrópodes.

Uma característica curiosa é que a espécie possui músculos especiais em suas bexigas natatórias que vibram e produzem um som parecido com um tambor, daí o nome em inglês Drum fish.

São difíceis de fotografar pelo maneira como nadam: normalmente em uma pequena área de coral fazendo muitas curvas inesperadas.

Colaboração: Emerson Ferreira


Peixe-Lua

Peixe-Lua

O peixe-lua tem forma arredondada, quase discóide e o corpo achatado, podendo ultrapassar a altura de 3,0 metros e pesar cerca de duas toneladas. A nadadeira dorsal é grande e triangular, semelhante à anal que é da mesma forma, um pouco menor. Possui duas nadadeiras peitorais semelhantes a orelhas e a base da caudal é reta. A boca e os olhos são pequenos e todo corpo é coberto por uma pele muito espessa e áspera, mas sem escamas. Abaixo da pele existe uma grossa capa de tecido de consistência cartilaginosa, formando assim uma espécie de couraça. Seu corpo possui coloração cinza-prateada lateralmente, quase branca no ventre e azulada no dorso.

O peixe-lua (também conhecido como peixe-sol, orelhão, mola mola e rolim) pertence à família Molidae e encontra-se distribuído por todos os oceanos.

Os peixes-lua habitam águas oceânicas mas, ocasionalmente, podem ser encontrados perto da costa. São frequentemente observados à superfície, podendo ser confundidos com tubarões, devido à sua proeminente barbatana dorsal.


Krill

Krill

Krill é um termo usado para descrever mais de 80 espécies de crustáceos de mar aberto, da família dos eufausídeos (Euphausiidae). O krill antártico é parecido com um pequeno camarão de aparência translúcida e carapaça avermelhada, com grandes olhos pretos. Estamos falando, principalmente, do Euphausia superba, que pouco ultrapassa os 6 cm quando adulto e pesa cerca de 2 g. Alguém poderia achar que tal animal teria pouco significado. Mas sua opinião certamente mudaria ao saber que em 1 m cúbico podem caber cerca de 30 mil deles, que eles vivem em gigantescas aglomerações de milhões de indivíduos, e que são fundamentais na cadeia alimentar no oceano Austral e para os animais que migram para a Antártica no verão do hemisfério Sul.

Em geral o krill atinge os 5 cm de comprimento somente aos 2 anos de idade, e vive de 4 a 6 anos. Há uma tendência de subirem à superfície à noite e manterem-se no fundo do mar durante o dia.


Tartaruga Verde

Tartaruga Verde

A Tartaruga Verde (Chelonia mydas) ocorre em águas tropicais e subtropicais, perto das costas continentais e em torno de ilhas (muito comum na Laje de Santos - ponto próximo ao litoral paulista). Diferentemente do que muitos imaginam, não recebe o nome pela cor do casco, mas sim da gordura localizada abaixo de sua carapaça (esta pode ser escura, amarronzada e em tons esverdeados ).

Seu tamanho pode variar de 70 a 150 cm e seu peso de 40 a 180 Kg. Já foram registrados casos de animais com mais de 350 Kg. A desova ocorre no verão, seus filhotes são marrons ou negros e entre as praias de desova mais comuns do Atlântico estão: Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Trindade, Tortuguero (Costa Rica) e Ilha das Aves (Venezuela). Animal herbívoro e migratório, muito dócil e curioso, a Tartaruga Verde pode colocar de 2 a 5 ninhadas por estação e entre 35 a 200 ovos por ninho.


Góbio

Góbio

O pequeno góbio-néon (Elacatinus figaro), preto e amarelo, alcança cerca de 40 mm de comprimento. É encontrado na maior parte da costa brasileira, incluindo as ilhas continentais. Este pequeno peixe realiza a atividade de limpeza ao longo de toda a sua vida, estabelecendo-se em rochas e colônias de corais. O néon executa a limpeza de diversas espécies marinhas, desde as que se alimentam de algas até as que se alimentam de outros peixes. Este pequeno limpador pode ser observado entrando pelas cavidades oral e branquial de predadores como badejos e garoupas, sem correr o risco de ser engolido por seus " clientes" que permitem que execute com segurança seu trabalho. Mangangá


Mangangá

Mangangá

Não mexa comigo !!! Este é recado que nosso amigo Mangangá dá a todos os mergulhadores.

Também conhecido como Peixe Pedra devido ao grande mimetismo com o substrato, caracerística que lhe proporciona uma coloração variável do marom-acizentado ao preto com manchas e estrias irregulares por todo o corpo. Possui cabeça e região ventral com tonalidades avermelhadas ou alaranjadas e nadadeiras que apresentam manchas ou faixas escuras e transverais. Um campeão na arte de se esconder. Tanto que foi colocado nesta foto com um fundo azul para permitir melhor a sua visualização.

Pode ser encontrado em qualquer lugar do Atlântico, sendo menos comum ao Sul. Bentônicos, costeiros e de águas rasas, são peixes solitários que se alimentam de peixes e crustáceos. Ficam na maior parte do tempo imóveis e quando se sentem ameaçados apenas eriçam seus espinhos das nadadeiras dorsal, anal e pélvicas. Sua manipulação deve ser feita sempre com muita cautela, pois mesmo após mortos seus espinhos são capazes de inocular peçonha por várias horas ou dias capazes de causar ferimentos graves e dolorosos com consequências locais e sistêmicas.


Basket Star

Basket Star

Este equinodermo tem na origem de seu nome a forma como se comporta quando está em repouso. A Basket Star (Estrela Cesto) recolhe seus numerosos tentáculos e se enrola, principlamente em corais moles, formando um casulo (cesto). Somente abandona esta posição quando quer se alimentar. Atingem, em média, 30 a 50 cm de comprimento.

 


Golfinho Pintado

Golfinho Pintado

Atingem, em média, 2 m de comprimento. Enquanto jovens, não apresentam pintas em seu corpo. Estas vão surgindo na medida em que esses golfinhos envelhecem.. Possuem uma mancha na base da nadadeira dorsal chamada de blaze ou selim, que os diferencia das demais espécies de golfinhos pintados. A gestação desta espécie dura cerca de 11 meses e cada fêmea dá à luz apenas um filhote. São animais agregários e vivem, no litoral, em grupos de 80 a 100 individuos. Em alto mar, podem chegar a formar grupos de centenas de animais. Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas e vivem em águas subtropicias e temperadas do oceano Atlântico.


Maria da Toca

Maria da Toca

Peixe bentônico de pequeno porte, possui o corpo nú (sem escamas) e vive em águas rasas entre pedras, algas e corais. De cores vivas ou escurecidas pode apresentar pequenas manchas pelo corpo que parecem serem feitas à mão por um artista plástico. Por esta caracerística é muito procurada pelos fotógrafos subaquáticos.

Dócil, porém desconfiado, este pequeno habitante é figura fácil de ser encontrada por aqueles que conhecem seu habitat e são bons observadores.


Tartaruga de Pente

Tartaruga de Pente

É conhecida popularmente como Tartaruga de Pente, pois seu casco era utilizado para a fabricação de adornos como pentes, aros de óculos, bijuterias e talheres. Sua carapaça é elíptica com os escudos dorsais imbricados (sobreposição das escamas). A cabeça é de tamanho médio, estreita e com um bico pontudo. É a mais colorida das tartarugas marinhas. As escamas da cabeça têm margens creme ou amareladas. O arranjo das cores é diversificado: marrom, preto, vermelho e amarelo. Ao longo do plastrão há duas quilhas. O comprimento da carapaça varia de 53 cm a 115 cm quando adulta e pode chegar a pesar 150 Kg. É a mais tropical de todas as tartarugas marinhas, sendo a mais comum onde há formações recifais. Há registros de recaptura do mesmo indivíduo jovem no mesmo lugar, sugerindo um comportamento não-migratório. Com isso, ela tem áreas de alimentação tipicamente próximas às áreas de desova. A desova ocorre no verão e em poucas localidades, podendo ocorrer 1 ou 2 picos na mesma temporada. Desovam de 2 a 5 vezes por estação, colocando de 73 a 189 ovos por ninho. A incubação ocorre entre 47 e 75 dias, sendo a temperatura "ótima" entre 27º C e 33º C. Há registros de comportamentos de "tomar sol" em praias inabitadas ou pouco habitadas, tais como nas ilhas a oeste do Oceano Índico. Nudibrânquios


Nudibrânquios

Nudibrânquios

O nome nudibrânquio significa “brânquias a descoberto”, e refere-se aos orgãos respiratórios externos que estes organismos possuem, e que se localizam ao longo do corpo.

Os nudibrânquios pertencem à classe de moluscos gastrópodes, na qual se incluem também os búzios e os caracóis. Embora sejam moluscos gastrópodes, o estádio adulto perdeu completamente a concha, bem como a cavidade paleal ou opérculo, o que permitiu a estes organismos assumirem formas muito diversas.

Existem cerca de 3000 espécies no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida. O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm. Os nudibrânquios alimentam-se usando uma estrutura especializada chamada a rádula, que significa em latim “raspador”. A rádula é um orgão laminar, resistente, munido de numerosos dentículos, que reveste uma formação muscular lingual, e que executa essencialmente funções de mastigação. A forma e número de dentes radulares é variável de espécie para espécie, e a morfologia radular é um caracter importante na identificação de nudibrânquios.


Atum

Atum

São peixes que vivem em regiões tropicais e subtropicais de todos os oceanos. Têm o corpo alongado e fusiforme, boca grande, duas barbatanas dorsais bem separadas e ajustáveis a um sulco no dorso, seguidas por grupos de lepidotríquias. A barbatana caudal é bifurcada e, no seu pedúnculo, ostenta duas quilhas de queratina. Os atuns e espécies vizinhas têm um sistema vascular especializado em trocas de calor, podendo elevar a temperatura do corpo acima da da água onde nadam (peixes endotérmicos). Por esta razão, são grandes nadadores, podendo realizar migrações entre oceanos. Um atum pode nadar até 170km num único dia. Normalmente formam cardumes só de peixes da mesma idade. São predadores ativos e, do ponto de vista de reprodução, são dióicos e não mostram dimorfismo sexual. As fêmeas produzem grandes quantidades de ovos planctónicos que se desenvolvem em larvas pelágicas. Apesar de amplamente pescado para o consumo, a espécie ainda não pertence à lista de exitinção do IBAMA.


Holacanthus Ciliares

Holacanthus Ciliares

Conhecido também como Anjo-rainha, Parum-amarelo, Paru-rajado e, simplesmente, Ciliares, esta espécie nectônica ocorre em águas rasas de regiões rochosas ou coralíneas dos trópicos e subtrópicos do oceano Atlântico. Nadam solitários ou aos pares e alimentam-se de algas e invertebrados bentônicos. Devido à sua beleza (um dos mais lindos exemplares de nossos mares), são capturados pelos aquariofilistas e estão na lista de fauna em extinção do IBAMA.


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